Os Chatterbots podem ser usados de diversas maneiras para a Educação, abaixo estão as principais utilizações do chatterbot no meio educativo: Em vez de o aluno fazer um scroll em uma longa página de FAQs (frequently asked questions), ele pode interagir com o robô buscando especificamente a informação desejada. Os robôs podem funcionar 24 horas por dia, sempre disposto a responder as mais diversas questões. Se por outro lado, o robô não tiver a resposta, pode solicitar ao aluno que envie uma mensagem, através do link disponibilizado, para que o professor ou equipe responda assincronamente a dúvida. Essa tecnologia também pode servir para auxiliar ao aluno no aprendizado de determinados conceitos, como no caso de um chatterbot temático. É claro que a qualidade do diálogo depende da base de conhecimento disponível no robô. A integração do robô num ambiente virtual de aprendizagem interativo e dinâmico ainda pode ser enriquecida com animações, filmes, sons e chats com outras pessoas. O “diálogo” conduzido com o robô constitui, na verdade, uma forma diferenciada de hipertexto. O mecanismo guarda em sua programação uma quantidade de palavras-chaves que configuram links para outros textos. Entretanto, em vez do aluno fazer a escolha entre uma lista disponibilizada ou como palavras-âncoras sublinhadas em um parágrafo, ele pode interagir com o robô de forma dialógica, como melhor lhe convier. Se o conteúdo programado for amplo e bem escrito, com respostas amigáveis e a quantidade de palavras-chaves reconhecidas pelo bot for grande, maiores serão as chances de sucesso na atividade. Por outro lado, se o vocabulário de domínio do robô for pequeno, disparando muitas respostas evasivas, do tipo “não sei”, ou se ele se repete muito, logo o usuário perde o interesse e pode até se voltar contra o uso do sistema. Em outro extremo, pode-se agora discutir alguns problemas do uso de robôs de conversação em ambientes educativos. Primeiramente, é preciso reconhecer as limitações inerentes desta tecnologia. De fato, todas as possibilidades de diálogo já estão pré-determinadas. Na medida em que o professor define quais são as palavras-chaves e combinações que terão respostas adequadas a elas, ele faz um fechamento do que será discutido. Aquilo que não for previsto não terá uma resposta relacionada e provavelmente disparará um resposta padrão evasiva. Uma técnica que se usa em casos de inputs não previstos é oferecer ao usuário um convite a discutir outro assunto (por exemplo, “Não gostei desse assunto, vamos falar sobre o clima gaúcho?”). Isso pode ser conveniente para simular um entendimento do robô. Porém, desvia o aluno daquele tópico que lhe despertava interesse ou dúvida. Nesse sentido, chatterbots frustam muitas vezes seus usuários, pois é por definição impossível prever todo e qualquer input nem tampouco determinar todas as dúvidas possíveis dos alunos. Afora isso, existem muitas formas diferentes de se fazer uma mesma pergunta, o que torna impossível a idéia de um robô que possa responder a qualquer pergunta. Por exemplo, a pergunta “Gostaria de receber informações sobre o Brasil?” poderia ser formulada de várias outras maneiras. Perguntas como “Quais são as informações existentes sobre o maior país da América do Sul?” ou “Como é o país de Pelé?” deveriam acessar o mesmo conjunto de informações. Pretende-se dar a impressão de uma database infinita, porém a interação com um robô será sempre limitada, tendo em vista a riqueza da linguagem, a singularidade de cada pessoa, a variedade de significados (até contraditórios) que uma palavra pode adquirir em diferentes contextos (“Amazonas” pode tanto significar um rio, um estado ou cavaleiras), regionalismos, gírias, etc. Sendo assim, se o usuário não age da forma como foi previsto provavelmente ele irá sentir-se frustado por não obter as informações que necessitava. Ele pode inclusive perder muito tempo em vão tentando descobrir a forma de encontrar certa resposta que não está de forma alguma disponível. Isso pode gerar um sentimento de repulsa a essa tecnologia talvez um abandono aula a que se submetia no site. Um outro problema relacionado ao uso de robôs de conversação em ambientes de educação mediados por computador reside na possibilidade do aluno ficar mais interessado em “bater papo” com o bot do que de fato aprender sobre os conteúdos disponíveis.
Opinião: Você acha viável a utilização de Chatterbots no meio da educação? Acha que "robôs" tanto online como fisicamente podem ajudar na educação das pessoas? Comente.
O Chatterbot "Robô ED" é um amigo virtual desenvolvido em conjunto pela conpet e PETROBRAS. Ele possui uma base de conhecimentos alta e responde com coerência a maioria das perguntas Ao abrir o site, aparece uma janela bem parecida com aquelas do MSN, onde o "Robô ED" conversa com o usuário sobre eventos que estão sendo realizados no Brasil que têm a ver com a preservação do meio ambiente, dicas para economizar energia ou até mesmo sobre assuntos que não tratam desse problema (como filmes, idiomas e até sua cor predileta). Ele pode ser acessado pelo link http://www.ed.conpet.gov.br/converse.php
A imagem abaixo mostra um exemplo de conversa com o "Robô ED"
São pequenos robôs que são utilizados como acessórios no computador e que comentam, fornecem dicas e conselhos, corrigem erros de escrita, na sua vida virtual (tudo que você faz ou escreve no computador). Cada chatterbot tem uma personalidade diferente e é conectado no PC através do cabo usb. Ele também avisa sobre lembretes, eventos no calendário e também pode ser usado como um alto falante autônomo.
Para quem não conhece, chatterbot é um programa que tenta simular a conversa entre duas pessoas, onde apenas uma das duas é real e durante a conversa o ser humano não perceba que está conversando com um programa de computador. "Chatterbot" vem da união de Chatter, que significa “a pessoa que conversa” e bot, abreviatura de robot, ou seja, “um robô que conversa com as pessoas”. Esta palavra foi inventada por Michael Mauldin, criador do primeiro verbot chamado “Julia” em 1994. Atualmente existem diversos programas que se propõem a esta finalidade. Um dos mais conhecidos e utilizados por estudantes é o ALICE (Artificial Linguistic Internet Computer Entity). Este programa foi utilizado pela UFRGS, na criação da professora Elektra que pode ser acessado pelo link http://penta3.ufrgs.br:2002/
A finalidade deste chartterbot é auxiliar alunos do ensino secundário que estivessem se preparando para o vestibular. Veja algumas das dificuldades relatadas no site do chatterbot Prof. Elektra.
- Com relação a comunicação, o chatterbot não proporcionava a continuidade do diálogo, ele também tinha incapacidade de compreender as questões dos alunos, mesmo sendo portador do conhecimentos sobre o assunto questionado. A primeira dificuldade foi revista e a base de conhecimentos do chatterbot sofreu modificações a fim de prover aos diálogos mais estímulos para que este ganhasse um tempo maior de duração. Ao final de frases ditas pela Profª. Elektra foram adicionados mais informações, perguntas direcionadas ao próprio usuário e pedidos para que este perguntasse mais, transmitindo a sensação de que o robô realmente estivesse entendendo e se interessando pelos diálogos do interlocutor.
- O fato de o robô conhecer determinado assunto e muitas vezes apresentar como respostas frases ao estudante informando não conhecer tal assunto. As "formas de perguntar" dos estudantes fugiam da maneira modelada inicialmente para Elektra, pois os estudantes que passaram a fazer uso do ambiente eram de diversas partes do Brasil, a variedade de formas utilizadas para perguntas serviram para uma nova análise e remodelagem das categorias de conhecimento da Profª. Elektra.
No momento que a base de conhecimentos dos chatterbots estiverem com um vasto conhecimento, será fácil ao estudando tirar dúvidas nas diciplinas sem a necessidade de se ter uma pessoa 24h por dia durante 7 dias da semana, ou seja, é um professor virtual que não tem folga.
Este blog se destinará à postagens sobre Chatterbot na Educação, apresentando como esta ferramenta é utilizada neste meio. Somos do curso de Computação - Licenciatura do Unilasalle e o objetivo da criação de nosso blog é para a disciplina de Informática e Multimeios na Educação.